Cheira bem, Cheira a Liberdade!
Na manhã de 25 de Abril de 1974, Lisboa acordou diferente.
Havia soldados nas ruas. Tanques. Movimento.
Mas não havia o caos que se podia esperar.
Havia curiosidade.
E depois, houve cravos.
Celeste Caeiro tinha consigo flores que sobraram de uma celebração que já não ia acontecer. Começou a distribuí-las pelos soldados.
Alguém colocou um cravo no cano de uma espingarda.
E, de repente, tudo mudou.
Uma imagem improvável, flores onde antes havia armas, tornou-se símbolo de uma revolução.
Um país a mudar, quase em silêncio, mas para sempre.
Mas o 25 de Abril não ficou em 1974.
A liberdade não é um ponto final.
Continua nas escolhas, nas vozes que se levantam e nas pequenas mudanças do dia a dia.
E, muitas vezes, começa assim:
numa folha em branco.
Foi a pensar nisso que criámos esta coleção: cadernos para escrever, questionar e guardar tudo o que ainda está por dizer.
Porque a liberdade não foi só um dia.

